morro porque o peso do horizonte me entorta a postura e correr já não sustenta o sol. Na solidão, essa sussurrada pela folhas secas, deixo escapar o que me devora. - Descanse em paz, velha pantera. ... e ao longe me aceno
Etc, etc, etc. Daí, depois de nove meses, eu nasci. De novo.
Dessa vez nasci com a cara vermelha, com o fiapo de cabelo todo arrepiadinho e com uma vontade imensa de viver sabendo diferenciar corpo de alma. Sem ter talento pro mundo, acabei virando produtora de inutileza,
que é só um pedaço sutil da certeza de que o essencial escapa ao tato.
Um dia eu volto ao lar, Deus sabe.